AVISO

Tenho um certo trauma de mudanças, é verdade. Mas dessa vez eu garanto que é pra melhor.
O Invisível Particular agora está no Wordpress, vá lá e confira!

www.marinamelz.wordpress.com

Obrigada!



Escrito por marina melz às 13h47
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Bom astral deve ser contagioso!

É chegada a hora. Não sei bem porque, mas hoje é daqueles dias que eu teho a certeza de que mudanças estão ao meu alcance e que é só ficar na ponta dos pés que eu vou alncancá-la. Eu sou pequena, meus sonhos são grandes e ah, como eu queria que eles se realizassem. Hoje é daqueles dias que o tempo não é só o tempo, é o passar dos minutos que simboliza que algo bom que está prestes a acontecer. O que? Olha, eu sinceramente não sei e, se você falar com o homem lá em cima e descobrir me dá um um toque, valeu?

Acho que são nos dias de bom humor que se descobre que a vida é tão simples, mas tão simples, que chega a doer. E a dor só passa quando você percebe que ela é complicada e que cada decisão sua - seja a cor da sua unha ou o caminho a ser seguido - pode mudar tudo e transformar o que era só uma unha e um caminho no real motivo de tudo isso. Acho que são nos raríssimos dias de bom humor que a vida se mostra de verdade e que você não acha a coisa mais chata do mundo passarinhos cantando no seu trabalho o dia inteiro e começa a perceber que eles, sim, festejam a vida sempre. Ai, e como é bom ouvir a respiração de quem você gosta e sentir que está perto.

São nesses dias que eu tenho vontade de pegar cada um, olhar nos olhos e dizer que a vida vale a pena e que o desânimo, ah, ele não importa. O desânimo é só uma tentativa de nadar contra a maré. Deixa a vida te levar (e isso não é um samba... aliás, até de sambas eu gosto!) e a maré de bom astral de dominar. Aí sim, tudo vai valer a pena de repente.

(Tô com umas idéias de um novo blog para manter junto com o Invisível e com milhares de crônicas decentes na cabeça pra voltar decentemente por aqui, calma aí galera!)



Escrito por marina melz às 16h58
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Brinde ao tempo

Não é que eu seja assim, muito simples. E não é que você seja assim, muito complicado. Mas jamais deixamos de sê-lo. Embora nosso inimigo quando juntos, o tilintar do relógio contabiliza há quanto tempo o tempo passou a ser nosso. O nosso tempo. Às vezes desencadeamos a falar do passado, a estabelecer laços com a nossa história para que o futuro seja mais forte. E essa história, escrita na areia de uma praia, nem o mar pode apagar.

Talvez os dias e os anos sejam para que a certeza de que os nossos planos se realizem chegue de forma lenta e prazerosa. Mas o tempo nunca pára, a certeza nunca chega e eu vou vivendo com você os dias mais felizes, cheios, completos. Enquanto isso eu esqueço que o tempo é o tempo e trato ele como uma conseqüência. Nossa vida como conseqüência do nosso tempo e o nosso tempo nunca acaba, porque você me ensinou que segundos podem ser infinitos, e serão.



Escrito por marina melz às 12h35
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Preguiça teimosa

Tá frio, eu tô sem saco pra nada e tá cada vez mais sufocante aqui dentro. Meus pés estão gelados, minhas mão também e, ah, tudo está. Tudo me parece incomodo mas eu tenho preguiça de mudar. Essa sensação de nadar, nadar e morrer na praia me deixa com a plena certeza de que um dia isso tudo vai me cansar e eu não vou estar nem aí pro resto.

Faço planos, faço contas, faço desenhos infantis ao telefone e nada que chegue perto de uma solução se apresenta. Acho que a única coisa que eu tenho a fazer é nadar. E continuar nadando. Um dia a maré muda, ou eu páro de teimar.



Escrito por marina melz às 17h41
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Ao rei,

Ah bicho, como tu é foda. Confesso que nem estava lá muito empolgada pra ir ver o show do lendário Roberto Carlos, mas, ah, Robertão, posso enxer o peito de orgulho e dizer que eu chorei no teu show. Não estava lá me descabelando, nem na primeira fila - aliás, estava na última - mas acho que aquelas 5.400 pessoas que estavam ali sentiram-se na tua frente, bem pertinho.

Quando entrasse no palco, vestindo um terno azul elegantérrimo, a mulherada foi ao delírio como jamais iria por qualquer garotão de 20. Sabe, acho que lá no fundo todo mundo queria uma boa música, um "café pra nós dois" e a jovialidade que você (ups!), digo, o Sr., apresentou durante os mais de 90 minutos de show. E olha que estavamos todos esperando músicas depressivas e saudosismo, quando o que se viu foi um cara animado, dizendo ser "um negro gato" e fazendo todo mundo aplaudir em pé a brilhante atuação.

Tá, vai. Eu seria injusta se dissesse que gostei mais do Cadilac e do Splish Splash do que dos momentos românticos e arrepiantes, do piano branco maravilhoso e do telão com o nome da Maria Rita (aliás, se ter inveja dela naquele momento fosse pecado, coitado do céu...). Por algumas vezes as lágrimas apareceram nos meus olhos e eu me senti ridícula por dois segundos, até que eu olhasse pro lado e visse que todo mundo estava bem a flor da pele. E Detalhes no violão? Foda, demais.

(Quero abrir um parênteses mais do que merecido para a orquestra que te acompanhou nesse show. Puta que o pariu, hein? Os caras são muito bons. O maestro, o pianista e todos os outros. Mais do que isso, o carinho e a amizade por cada um deles ficou visível e você se tornou ainda mais rei.)

Sabe, Rei, eu poderia escrever muitas coisas nessa carta, mas eu só queria te dizer uma coisa, bem simples: tu é foda. Não sei se é a terapia, se é o público, se é cachaça ou se é essa vontade que tens aí dentro de cantar, mas canta, vai! Ah, e continue dizendo pra Jesus Cristo que você está aqui, quem sabe ele não te chame nunca pra chegar lá no céu.

Muito obrigada por me emocionar e me encantar como poucos artistas fizeram até hoje e até a próxima,

Marina Melz



Escrito por marina melz às 08h35
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Antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro que esse blog
não tem compromisso nenhum
com qualquer tipo de causa.
Escrevo sobre o que eu quiser, ou achar conveniente. O assunto mais discutido aqui certamente serão questões que envolvem meus pensamentos e sentimentos com relação ao mundo e às pessoas. Egocentrismo? Sim. Sentimen-talismo? Talvez. Acredito nos sentimentos que atordoam, que parecem não fazer parte do corpo, que tem vida própria.

Falo sobre a vida. Sobre a minha vida. E como todos somos iguais, talvez você encontre um pedaçinho da sua vida aí.

Marina Melz
marinamelz@gmail.com

 


  
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